sábado, 22 de dezembro de 2007

Por um caminho de sombras


No meio da noite uma porta se abre. Um homem vestindo sobretudo preto surge na calçada. Ele caminha pela Rua da República em direção à João Pessoa. Seus passos são apressados. Com as mãos nos bolsos, ele atravessa a avenida e entra agora no Parque da Redenção. A madrugada é fria. Um rapaz passa por ele e logo desaparece no meio das árvores. Morcegos dão vôos rasantes à sua volta. De repente algo se mexe por entre as sombras. Ele se põe a correr. Próximo à Oswaldo Aranha, cruza com alguns punks, mendigos e vendedores de marijuana. Sobe a Rua Santo Antônio. Anda um pouco mais devagar. Pára em frente a uma casa azul de janelas brancas. Olha para os lados. Toca a campainha. Nada acontece. Toca a campainha novamente. Uma luz se acende no andar superior. Ele dá dois passos para trás. Olha para cima. A porta se abre. Ele coloca a mão dentro do sobretudo. Tira uma rosa. Beija a mulher que está à porta. Os dois entram. As luzes se apagam.
DB

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